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  • FATURAÇÃO ELETRÓNICA NOVOS PRAZOS | #FLASH INFORMATIVO AREAGEST

    Foram alargados, pelo Decreto-Lei nº14-A/2020, de 7 de abril, os prazos de entrada em vigor da faturação eletrónica, uma vez reconhecida a complexidade procedimental associada à entrada em vigor deste modo de faturação para as entidades cocontratantes.

     

    Para os fornecedores de bens ou serviços no âmbito da contratação pública, ou seja, as entidades cocontratantes, os novos prazos de entrada em vigor são os seguintes:

     

    • 1 de janeiro de 2022 para microempresas, tal como definidas na Recomendação2003/361/CE, da Comissão Europeia;
    • 1 de julho de 2021 para as pequenas e médias empresas, tal como definidas na Recomendação2003/361/CE, da Comissão Europeia;
    • 1 de janeiro de 2020, para todas as outras entidades cocontratantes não referidas nos pontos anteriores.

     

     

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  • O QUE MUDA NA TRIBUTAÇÃO DE VIATURAS? #OE2020 | #FLASH INFORMATIVO AREAGEST

    O Orçamento do Estado para 2020 coloca em marcha várias alterações significativas no âmbito da tributação de viaturas que sejam parte do ativo de Empresas.

    Na verdade, estas alterações têm impacto não apenas ao nível do IRC, mas também, em certa medida ao nível do IVA, tal como passamos a enumerar:

     

    1. Taxas de Tributação Autónoma em IRC

    Existem alterações aos limites de escalão de viaturas, para efeitos de aplicação das diferentes taxas de tributação autónoma.

     

    O valor de aquisição máximo de viaturas a considerar para efeito de aplicação da taxa de 10% de tributação autónoma é alterado de € 25 000,00 para € 27 500,00. Não existiu até à data a mesma alteração quanto ao limite fiscal para as depreciações de viaturas.

     

    As viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL deixam de beneficiar de uma redução da taxa de tributação autónoma, passando a estar sujeitas às taxas gerais.

    Mantem-se a não aplicação de qualquer tributação autónoma relativamente a veículos movidos exclusivamente a energia elétrica.

     

    Deixa de ser aplicável o agravamento em 10 pontos percentuais da taxa de tributação autónoma das entidades que apurem prejuízos fiscais no período de tributação de início de atividade e no seguinte. Para os restantes exercícios, mantém-se o agravamento dos 10 pontos percentuais em situações de prejuízo fiscal.

     

    Custo de Aquisição (€) “Normais” Híbridas plug-in Movidas a GNV
    Inferior a 27.500 10% 5% 7,5%
    Igual ou superior a 27.500 e inferior a 35.000 27,5% 10% 15%
    Igual ao superior a 35.000 35% 17,5% 27,5%

     

    1. Dedutibilidade do IVA na Gasolina e Eletricidade para Viaturas

     

    Passa a ser dedutível a 100% o IVA sobre gasolina nas seguintes circunstâncias da sua utilização:

     

    1. Veículos pesados de passageiros;
    2. Veículos licenciados para transportes públicos, excetuando-se os rent-a-car;
    • Máquinas consumidoras de gasóleo, GPL, gás natural ou biocombustíveis, bem como as máquinas que possuam matrícula atribuída pelas autoridades competentes, desde que, em qualquer dos casos, não sejam veículos matriculados;
    1. Tratores com emprego exclusivo ou predominante na realização de operações culturais inerentes à actividade agrícola; e
    2. Veículos de transporte de mercadorias com peso superior a 3500 kg.

    O IVA incorrido em despesas respeitantes a eletricidade utilizada em viaturas elétricas ou híbridas plug-in é retirado das exclusões do direito à dedução do IVA, o que significa que passa a ser expressamente dedutível, nos termos gerais.

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  • OE 2020 Principais Novidades #FLASH INFORMATIVO | AREAGEST

     

    De acordo com a Ordem dos Contabilistas Certificados, as principais novidades do Orçamento do Estado 2020, em vigor desde 31 de março de 2020, com impacto direto na vida das Empresas, contemplam:

     

    Indexante de apoios sociais (IAS)

     

    É atualizado o valor do indexante dos apoios sociais (IAS) para 2020 para o montante de € 438,81.

     

    Retribuição mínima mensal garantida (RMMG)

     

    É atualizado o valor da retribuição mínima mensal garantida a partir de 1 de janeiro de 2020 para o montante de € 635.

     

    IRC

     

    1. Majoração fiscal do gasto com passes sociais (art.º 43.º)

    Os gastos suportados com a aquisição de passes sociais em benefício do pessoal, desde que tenham caráter geral e não revistam a natureza de rendimentos do trabalho dependente, passam a ser considerados, para a determinação do lucro tributável, em 130%. Esta alteração corresponde a uma majoração de 30% dos gastos com a aquisição de passes sociais na determinação do lucro tributável de IRC. Trata-se duma dedução ao rendimento.

     

    1. Taxa de IRC para as PME (art.º 87.º)

    Os sujeitos passivos que se qualifiquem como Pequena ou Média Empresa (PME),

    incluindo as microempresas, nos termos previstos no anexo ao Decreto-Lei n.º

    372/2007, de 6 de novembro, na sua redação atual, passam a beneficiar da taxa

    reduzida de 17% em sede de IRC nos primeiros € 25 000 de matéria coletável, ao

    invés dos anteriores € 15 000.

    Considerando a taxa normal de 21%, o benefício total máximo, que era de € 600,00,

    por entidade, passa para € 1 000,00.

    Idêntica alteração ao limite é aplicada às empresas situadas nas zonas do interior

    no âmbito do artigo 41.º-B do EBF, passando a aplicar-se a taxa de 12,5% aos

    primeiros € 25 000 de matéria coletável.

    Os territórios de interior abrangidos por este benefício fiscal estão previstos na

    Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho.

     

    1. Tributações autónomas sobre viaturas (art.º 88.º)

    Quanto às viaturas ligeiras de passageiros e ligeiras de mercadorias (tipo N1)

    em termos genéricos (n.º 3 do artigo 88.º), existe um alargamento do universo de viaturas ao qual se aplica a taxa mais baixa (10%), passando o limite máximo de valor de aquisição máximo dessa taxa de 10% de € 25 000 para € 27 500. A taxa de tributação autónoma intermédia (27,5%) passa a ser aplicada a viaturas com custo de aquisição entre um montante igual ou superior a € 27.500 e inferior a € 35.000. A taxa mais agravada mantem os limites inalterados.

    As viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL deixam de beneficiar de uma

    redução da taxa de tributação autónoma, passando a estar sujeitas às taxas previstas para as viaturas previstas no nº 3 do artigo 88º do CIRC.

    Mantem-se a não aplicação de qualquer tributação autónoma relativamente a

    veículos movidos exclusivamente a energia elétrica.

     

    1. Tributações autónomas – prejuízos fiscais (art.º 88.º)

    Deixa de ser aplicável o agravamento em 10 pontos percentuais da taxa de

    tributação autónoma das entidades que apurem prejuízos fiscais no período de

    tributação de início de atividade e no seguinte. A este propósito, diz-se no Relatório do Orçamento do Estado para 2020: “Paralelamente, de modo a apoiar as empresas em início de atividade, elimina-se o agravamento das tributações autónomas para as empresas que apresentem prejuízos nos dois primeiros períodos de tributação, sendo ainda de realçar, no

    domínio das tributações autónomas, o alargamento do primeiro escalão aplicável

    às viaturas ligeiras.”

     

    IVA

     

    Certificação das condições para a dedução do IVA contido em créditos de cobrança duvidosa e em créditos incobráveis (art.º 78.º-D)

     

    A certificação das condições para a dedução do IVA dos créditos de cobrança

    duvidosa e dos créditos incobráveis passa a poder ser efetuada também por

    Contabilista Certificado (CC) independente.

    Nos créditos de cobrança duvidosa, para situações em que a regularização de

    imposto não exceda € 10 000,00 por declaração periódica, a certificação poderá

    ser efetuada por CC ou por Revisor Oficial de Contas (ROC); acima desse valor,

    a certificação é exclusivamente efetuada por ROC.

    Para os créditos incobráveis, a certificação poderá ser efetuada por ROC ou por CC,

    não sendo, neste caso, estabelecido qualquer valor limite para a certificação do CC.

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  • Covid 19 | Novas Medidas de Apoio às Empresas – 28 de março #FLASH INFORMATIVO | AREAGEST

    UPDATE 27/03/2020
    As Medidas Extraordinárias de Resposta ao COVID-19: Impacto sobre as Empresas

    No seguimento do Despacho do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais n.º 129/2020-XXII, de 27 de março, bem como de vários outros Diplomas que têm vindo a ser publicados ao longo do mês de Março, foram atualizadas várias medidas extraordinárias de resposta à pandemia COVID-19 que se verifica neste momento em Portugal. Um dos vetores das medidas definidas é exatamente o âmbito empresarial, procurando-se mitigar as consequências da pandemia sobre Empresas e Trabalhadores.
    Nestes diplomas, apresentam-se várias medidas com impacto sobre Empresas e Trabalhadores, que a seguir resumimos, não dispensado, naturalmente, a leitura dos documentos oficiais.

    1. Medidas no âmbito de Incentivos Portugal 2020 para empresas com candidaturas aprovadas e em execução:
    a) Acelerar para o prazo de 30 dias o pagamento dos incentivos após o pedido de pagamento apresentado aos diferentes organismos, no âmbito de incentivos aprovados. Os pagamentos podem ser efetuados, no limite, a título de adiantamento, sendo estes posteriormente regularizados com o apuramento do incentivo a pagar pelo organismo intermédio/organismo pagador sem qualquer formalidade para os beneficiários;
    b) No caso de empresas com quebras do volume de negócios ou de reservas ou encomendas superiores a 20 %, nos dois meses anteriores ao da apresentação do pedido de alteração do plano de reembolso face ao período homologo do ano anterior, o diferimento por um período de 12 meses das prestações vincendas até 30 de setembro de 2020 relativas a subsídios reembolsáveis atribuídos no âmbito de sistemas de incentivos do QREN ou do Portugal 2020 sem encargos de juros ou outra penalidade para as empresas beneficiárias.
    c) As despesas comprovadamente suportadas pelos beneficiários em iniciativas ou ações canceladas ou adiadas por razões relacionadas com o COVID-19, previstas em projetos aprovados pelo Portugal 2020 ou outros programas operacionais, nomeadamente nas áreas da internacionalização (por exemplo, cancelamento de feiras, congressos e viagens) e da formação profissional, bem como pelo Instituto do Vinho e da Vinha, I. P., no âmbito da medida de apoio à promoção de vinhos em países terceiros, são elegíveis para reembolso;
    d) Os impactos negativos decorrentes do COVID-19 que deem lugar à insuficiente concretização de ações ou metas contratualizadas no incentivo aprovado, podem ser considerados motivos de força maior não imputáveis aos beneficiários na avaliação dos objetivos contratualizados no âmbito dos sistemas de incentivos do Portugal 2020.
    e) A este propósito recomendamos a leitura da Orientação Técnica nº1/2020 publicada pela AD&C e disponível aqui: https://www.portugal2020.pt/content/orientacao-tecnica-sobre-incentivos-empresas-com-medidas-relativas-situacao-covid-19

    2. Medidas no âmbito de Linhas de Apoio à Tesouraria de empresas afetadas pelo COVID-19

    a) A operacionalização, monitorização e avaliação da eventual necessidade de reforço da linha de crédito no valor de 200 milhões, para apoio à tesouraria das empresas e Linha de crédito para microempresas do setor turístico no valor de 60 milhões €.
    Linha de Crédito Capitalizar – Covid 19 Fundo de Maneio: https://financiamento.iapmei.pt/inicio/home/produto?id=c8bb5c15-c184-46ed-b5ca-257f0b1ec66f
    Linha de Crédito Capitalizar – Covid 19 Plafond de Tesouraria: https://financiamento.iapmei.pt/inicio/home/produto?id=cd405445-198c-4726-8ba3-7f2e0593cfe3
    Resumo de Condições de Acesso às Linhas de Crédito: https://www.spgm.pt/pt/catalogo/linha-de-credito-covid-19/
    b) Reforço aos seguros de crédito à exportação com garantias de Estado, no âmbito do apoio à diversificação de clientes, em particular para mercados fora da União Europeia, com diferentes plafonds em função das características das operações.

    3. Medidas no âmbito apoio aos Trabalhadores e às Entidades Empregadoras

    a) Lay off simplificado ou Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial: Apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho em empresa em situação de crise empresarial, no valor de 2/3 da remuneração (até ao limite de três remunerações mínimas mensais garantidas), assegurando a Segurança Social o pagamento de 70% desse valor, sendo o remanescente suportado pela entidade empregadora e promoção, no âmbito contributivo, de um regime excecional e temporário de isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social durante o período de lay off por parte de entidades empregadoras, sobre o ordenado dos trabalhadores abrangidos bem como sobre a remuneração dos Membros dos Órgãos Estatutários. O sistema de Lay Off simplificado é detalhado de acordo com os seguintes pontos:
    a. O regime de Lay Off simplificado pode verificar-se caso se verifique uma de 3 condições: 1) encerramento total ou parcial da atividade que resulte de dever de encerramento por declaração de estado de emergência ou determinação legislativa ou administrativa; 2) paragem total ou parcial que resulte de interrupção de cadeias de abastecimento globais ou suspensão ou cancelamento de encomendas; 3) quebra abrupta e acentuada de pelo menos 40% da faturação, no período de 30 dias anteriores ao do pedido , com referência à média mensal dos 2 meses anteriores a esse período ou face ao face ao período homólogo;
    b. A entrada em período de Lay Off Simplificado pressupõe uma declaração do empregador, e nalguns casos, uma declaração do contabilista certificado, validando os motivos invocados. Esta declaração deverá ser submetida via Segurança Social Direta, depois de preenchido e assinado o formulário, disponível aqui:
    http://www.seg-social.pt/documents/10152/16889112/RC_3056.pdf/61b7f4b0-bf25-4913-a063-e510800a0141
    c. Os trabalhadores em regime de Lay Off auferem a remuneração acima descrita pelo período de um mês prorrogável mensalmente após avaliação, até um limite máximo de três meses, um valor mínimo mensal equivalente a 1 SMN e um valor máximo mensal equivalente a 3 SMN.
    d. Criação de uma Bolsa de Formação: No âmbito do apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho em empresa em situação de crise empresarial, é implementada uma bolsa de formação, no valor de 30 % x Indexante dos Apoios Sociais, sendo metade atribuída ao trabalhador e metade atribuída ao empregador, com o custo suportado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.).

    b) Apoio à Formação Profissional para trabalhadores sem ocupação recorrente nas atividades produtivas: a criação de um apoio extraordinário de formação profissional, no valor de 50 % da remuneração do trabalhador até ao limite da retribuição mínima mensal garantida (RMMG), acrescida do custo da formação, para as situações dos trabalhadores sem ocupação em atividades produtivas por períodos consideráveis, quando vinculados a empresas cuja atividade tenha sido gravemente afetada pelo COVID-19.

    c) Apoio à Normalização da Atividade: A criação de um incentivo financeiro extraordinário para assegurar a fase de normalização da atividade e que visa apoiar algumas empresas que já não estando constrangidas na sua capacidade de laboração, carecem de um apoio, na primeira fase de normalização, de modo a prevenir o risco de desemprego e a manutenção dos postos de trabalho, devendo obedecer às seguintes características:
    i) Apoiar no pagamento dos salários na fase da normalização de atividade;
    ii) Duração prevista de um mês;
    iii) O limite máximo do incentivo totaliza, por trabalhador, o montante de uma RMMG.

    d) Regime Temporário de Isenção de Pagamento de Contribuições à Segurança Social, que se verifica nestas circunstâncias:
    i) Isenção total do pagamento das contribuições referentes às remunerações relativas ao período em que a empresa estiver abrangida pelo regime de apoio à manutenção dos contratos de trabalho em empresa em situação de crise empresarial com direito a uma compensação retributiva análoga a um regime de lay off simplificado;
    ii) Isenção total do pagamento das contribuições referentes às remunerações relativas ao mês em que seja concedido apoio do IEFP, I. P., na fase de normalização da atividade, após encerramento pela autoridade de saúde ou findo o período do apoio à manutenção dos contratos de trabalho em empresa em situação de crise, em situação análoga a um regime simplificado de lay off.

    e) Remuneração em caso de doença e apoio na parentalidade
    a. Remuneração por Isolamento Profilático (Quarentena): É equiparada a doença a situação de isolamento profilático durante 14 dias dos trabalhadores por conta de outrem e dos trabalhadores independentes do regime geral de segurança social, motivado por situações de grave risco para a saúde pública decretado pelas entidades que exercem o poder de autoridade de saúde, cuja declaração o trabalhador deve fazer chegar à Empresa, tendo esta 5 dias para a comunicar à Segurança Social. A remuneração em causa não está sujeita a período de espera nem a período de garantia de 3 dias. O valor do subsídio corresponde a 100 % da remuneração de referência.
    b. Baixa por Doença: Nas situações de doença dos trabalhadores por conta de outrem e dos trabalhadores independentes do regime geral de segurança social com doença causada pelo referido COVID -19, a atribuição do subsídio de doença não está sujeita a período de espera. Depois de determinada a situação pela autoridade de saúde competente.
    c. Subsídios de Assistência e a Filho ou a Neto: Considera -se falta justificada a situação decorrente do acompanhamento de isolamento profilático durante 14 dias de filho ou outro dependente a cargo dos trabalhadores por conta de outrem do regime geral de segurança social, motivado por situações de grave risco para a saúde pública decretado pelas entidades que exercem o poder de autoridade de saúde, cuja declaração o trabalhador deve fazer chegar à Empresa, tendo esta 5 dias para a comunicar à Segurança Social. Caso esta situação se aplique a criança menor de 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, a atribuição do subsídio para assistência a filho e do subsídio para assistência a neto, não depende de prazo de garantia.
    O resumo dos processos e montantes associados a estas situações encontra-se disponível em: http://www.seg-social.pt/documents/10152/16722120/FAQSCOVID19.pdf/3f3c90b0-06c9-4aa3-ba49-3d075720dbf9
    d. Faltas do Trabalhador e Subsídio de Apoio Excecional à Família para trabalhadores por conta de outrem de 66% da Remuneração Base: Fora dos períodos de interrupções letivas consideram -se justificadas, sem perda de direitos salvo quanto à retribuição, as faltas ao trabalho motivadas por assistência inadiável a filho ou outro dependente a cargo menor de 12 anos, ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, decorrentes de suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais em estabelecimento escolar ou equipamento social de apoio à primeira infância ou deficiência, quando determinado pela autoridade de saúde ou pelo Governo. Nestas circunstâncias, trabalhador por conta de outrem tem direito a receber um apoio excecional mensal, ou proporcional, correspondente a dois terços da sua remuneração base, pago em partes iguais pela entidade empregadora e pela segurança social. Este apoio tem por limite mínimo uma remuneração mínima mensal garantida (RMMG) e por limite máximo três RMMG. O apoio a que se refere o presente artigo é deferido de forma automática após requerimento da entidade empregadora, desde que não existam outas formas de prestação da atividade, nomeadamente por teletrabalho. A parcela da segurança social é entregue à entidade empregadora que procede ao pagamento da totalidade do apoio ao trabalhador. Sobre o apoio incide a quotização do trabalhador (11%) e 50 % da contribuição social da entidade empregadora (11,875%), devendo o mesmo ser objeto de declaração de remunerações autónoma. Os apoios previstos no presente artigo e no artigo seguinte não podem ser percebidos simultaneamente por ambos os progenitores e só são percebidos uma vez, independentemente do número de filhos ou dependentes a cargo.
    Para acesso a esta medida extraordinária, consultar: http://www.seg-social.pt/noticias/-/asset_publisher/9N8j/content/covid-19-medidas-de-apoio-excecional
    Os formulários para submissão on-line no Site da Segurança Social Direta estarão disponíveis até ao final de março.
    e. Teletrabalho: enquanto não sejam revistos os diplomas em vigor, o regime de prestação subordinada de teletrabalho pode ser determinado unilateralmente pelo empregador ou requerida pelo trabalhador, sem necessidade de acordo das partes, desde que compatível com as funções exercidas. Não se aplica esta opção no caso de trabalhadores associados a serviços essenciais, tal como definidos no Decreto-Lei 10A-2020 de 13 de março.

    4. Realização de Assembleias Gerais de Empresas: As assembleias gerais das sociedades comerciais, das associações ou das cooperativas que devam ter lugar por imposição legal ou estatutária, podem ser realizadas até 30 de junho de 2020.

    5. Prazos para pagamento de impostos e apresentação de obrigações declarativas: adiamento do primeiro Pagamento Especial por Conta de 31 de março para 30 de junho, prorrogação da entrega da Modelo 22 e pagamento da Autoliquidação de IRC para 31 de julho, prorrogação do 1ºPagamento por Conta de 31 de julho para 31 de agosto de 2020.

    6. Prorrogação e faseamento dos pagamentos de IVA, Segurança Social e Retenções na Fonte:

    1. IVA mensal e trimestral e retenções na fonte de IRS/IRC: para além da opção de pagamento integral, o pagamento pode ser feito na modalidade prestacional, em 3 a 6 prestações mensais sem juros, no que se refere aos impostos a pagar entre abril e junho 2020. Os planos prestacionais não estão sujeitos a qualquer garantia. As medidas têm aplicação imediata às empresas e trabalhadores independentes com volume de negócios até 10 milhões de Euros em 2018 ou que tenham iniciado a atividade a partir de 01/01/2019. Para os contribuintes com volume de negócios superior, poderão ser aplicados os mesmos planos prestacionais, mediante requerimento, se se verificar redução do volume de negócios de, pelo menos, 20% na média de 3 meses anteriores ao da obrigação face ao período homólogo do ano anterior.

    2. Contribuições para a Segurança Social: são reduzidas a 1/3, nos meses março, abril e maio de 2020. O remanescente das contribuições, 2/3, relativo aos meses de abril, maio e junho, é liquidado a partir do 3º trimestre, nos mesmos termos aplicáveis ao IVA e retenções na fonte (3 a 6 meses). Estas medidas de redução e fracionamento de pagamento aplicam-se de imediato para as entidades empregadoras (incluindo trabalhadores independes) até 50 postos de trabalho. Para os empregadores até 250 postos de trabalho, poderão igualmente aplicar-se as mesmas regras de pagamento prestacional se se verificar redução do volume de negócios superior a 20% nos últimos 3 meses face ao período homólogo do ano anterior. A Segurança Social referente a fevereiro 2020 que seria devida até 20 de março, poderá ser paga até 31 de março, incluindo-se já a possibilidade pagamento faseado de 1/3 até à mesma data. Para os contribuintes que já tenham liquidado a Segurança Social de fevereiro, não se aplica a possibilidade de pagamento faseado desta, mas estende-se o prazo de pagamentos faseados para a Segurança Social de abril a junho, ao invés de março a maio, como nos restantes casos.

    7. Linha de Apoio à Tesouraria para Microempresas do Turismo COVID1-19: apoio reembolsável sem juros, até 3 anos com 12 meses de carência, que consiste na atribuição de € 750 mensais por cada posto de trabalho existente na empresa a 29 de fevereiro de 2020, multiplicado pelo período de três meses, até ao montante máximo de € 20.000.
    Mais informações aqui: http://business.turismodeportugal.pt/SiteCollectionDocuments/covid-19/ficha-informativa-tesouraria-microempresas-covid-19-25.pdf

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